Amigos...

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Transversal



Eu gosto mesmo do que é simples...
De gente intensa mas descomplicada, sem frescura, gente que sorri por nada e se encanta por tudo... gente que não vive de aparência, gente que traz o infinito dentro dos olhos, gente de verdade, gente cuja simples presença é dádiva na vida da gente...
Admiro gente Educada, gente que sabe ser grata, que quer ouvir o outro, que pondera antes de falar, que se comove com facilidade, gente que erra e reconhece o erro, gente que perdoa e se perdoa, que canta, que dança, que recomeça, que se encanta com criança, gente que gosta de gato, de cachorro, de pinguim, de borboleta... gente que gosta de gente e que sabe amar por nada e se deixar amar pelo mesmo motivo...
Amo a Reciprocidade, o Respeito, a Gentileza, a Fé e a Determinação... amo o sol e também a lua, amo a chuva, o traço, o laço, a ousadia, a Arte... as manhãs e as tardes, a primavera e o outono, as cores, as flores, bons livros, vento no cabelo, chocolate amargo e beijos doces, banhos de sol e de chuva, sorrisos espontâneos, abraços apertados, arrepios na pele, café quentinho, conversa de amigo, olhos nos olhos, coração sempre na ponta dos dedos... passear de mãos dadas, picolé de limão, pôr-do-sol, música boa, cheiro de filho, colo de mãe, caminhar sem rumo, a inspiração e a liberdade que só a noite tem...
Amo gente que sonha, que "pensa pelos cotovelos", gente que tem esperança... amo o "superpoder" de todas essas palavras soltas que conseguem  nos fazer voar bem longe mesmo tendo os pés no chão...

Das coisas que eu sinto... (V)

domingo, 1 de maio de 2016

Lua Nossa





A noite é promessa,
afago, saudade, lembrança...
Tão perto do tempo onde tudo é eterno
toda Lua, Senhora da noite,
Tão Lua, tão toda...
Em sua essência
Absoluta
Liberta os sonhos
e me prende,
desprende de mim
toda a inspiração
Tanto quanto o imenso vazio
projetado na escuridão
da ausência,
Procuro em vão
aquelas respostas
para as perguntas de agora
Que mudam, sem rumo
e já não são mais as mesmas
De antes...

(Verônica Pacheco)


   ----- um rascunho abandonado de 2013.


Nostalgia




De todas as coisas complexas, 
um todo sempre vazio
Dos lugares, do céu e do mar...
Do ar rarefeito
que me resta res(pirar)
Do ser... do estar...
Sinto tanto nada
Tanto "tudo"
 desperdiçado...
Sentimentos 
despedaçados
pelo egoísmo possesso
me deixa ao menos suspirar
Pessoas vazias
repletas de teorias rasas,
Gente de alma pesada
naufragando nas suas próprias poças
águas... mágoas.
Frases prontas, 
Erros velados sendo compartilhados
A superficialidade sendo cultuada
Ideias sem nexo, vida sem vida
Estradas de via dupla
sem horizonte, sem fluxo...
E as horas passam
Se encontram... 
e desencontram
Horas iguais
dias e dias 
sem sentido
E o tempo 
vai-se indo...
E eu aqui...
de longe, e tão perto
Observando o vácuo,
esperando que o tudo 
finalmente se faça...
que a esperança se refaça!

(Verônica Pacheco)

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

E Chove...



Quando chove 
os pensamentos escorrem
Pelas vias molhadas (de fato), 

Nos fogem as razões 
e onde só havia poeira de sonhos
Agora faz poça d'água 
E a poça vira espelho
E o espelho reflete o céu 
E o céu não tem limites... 
Nem eu...

(V.Pacheco)

domingo, 7 de junho de 2015

Contrariedades



Por um mundo

com mais amor 
e menos ganância,
Com mais perdão
e menos hipocrisia,
Um mundo com 
mais relacionamentos verdadeiros
e menos futilidade,
Com mais cuidados com a mente
e menos culto à aparência,
Um mundo com mais respeito
e de preferência sem preconceito!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Luiza...




Com quantos sorrisos 
se faz uma boa lembrança?
Que me lembre
foram tantos...
O primeiro, tão inocente,
e outros quantos que ainda ouço ecoar
pela casa, muitas vezes silenciosa
Vazia das tuas brincadeiras de criança,
das tuas manhas
das tuas artes e descobertas.
Através dos teus olhos tão coloridos e transparentes,
assim como a tua personalidade,
desde sempre forte,
Aprendemos a ver um mundo em outros tons.
Os dias passam tão inquietos
quanto as palavras que voam
para cá e para lá
remexendo um turbilhão de lembranças.
Tudo é tão passageiro
assim como somos nós nessa vida,
Hoje é tudo diferente...
Os teus silêncios adolescentes
muitas vezes tão barulhentos
dentro do teu mundo de outro mundo,
nos livros, nos amigos, nas tarefas de escola
nas músicas,
ou até numa "sessão reclamação",
Nos fazem perceber o quanto o tempo passou.
Tudo o que és hoje
é resultado do que aprendeste vivendo,
nós, os nossos acertos, as nossas falhas,
alegrias e lutas,
a família, os amigos...
A vida imprimiu em ti
um pouco de tudo,
e dia a dia, acrescentando mais experiências
Me orgulho de ver que te tornaste uma pessoa do bem,
Não perfeita, 
pois além de não existirem pessoas perfeitas,
são principalmente as falhas que moldam 
o nosso aprendizado e caráter.
Filha,
Queremos que saibas
que todas as vezes que te cobramos que tenhas mais compromisso,
a principal intenção é que sejas melhor para ti mesma,
 para o mundo e as pessoas que contigo convivem.
Para que possas melhor empreender os teus projetos, 
estruturando a tua vida sobre bases sólidas,
Onde te sentirás segura para
realizar teus sonhos.
E lembre sempre...
Sonhe, sonhe tanto quanto puder,
vá em busca de tudo o que desejar,
mas nunca esqueça de manter os pés no chão
e o coração leve, 
livre de maldade.
Estaremos sempre por perto.
Te Amamos!


Para Minha Filha Luiza,
pela passagem dos seus 15 Anos.
<3

terça-feira, 1 de abril de 2014

Lua Nova




Vida,
teoria indefinível...
Proporção sem medidas,
razão sem matéria.
Poeira de sonhos,
Evolução.
Um tanto de tempo no espaço,
pausas e silêncios,
pesca de estrelas,
Inspiração...
Causas e consequências
do que somos
no que sentimos
e de como escolhemos sentir...
Os sorrisos, os olhares,
nos braços os abraços,
Apenas momentos...
Propósito
nas dores e alegrias,
de encontros ao acaso
e encantos programáveis.
Busca,
calmaria e turbilhão.
Síntese do tempo que passamos
tentando preencher os espaços
que o tempo deixou
passar despercebido...
Meio dia, meia noite,
 volta inteira...
Lua Nova!
Fecha-se um ciclo,
Rotação.
E hoje é novamente primeiro,
o primeiro dia
do resto das nossas vidas...
Tudo,
sempre tanto!
Eis o que somos...
Luzes em meio à multidão.

Com Carinho
Para o Meu Querido Tio José Acosta, 
Articulador de Palavras... 
Pela passagem do seu aniversário.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Intransitivo



"Algum dia ainda 
hei de extravasar-me
sobre um punhado
de páginas em branco,
E tão logo escritas 
em riscos, rabiscos e cores,
jogá-las para o alto...
Deixar que se desalinhem,
que se espalhem,
e que cada página
 seja uma possibilidade
independente...
uma nova criação,
Quero a sensação
de ter as palavras libertas,
dispostas ao vento...
O mesmo vento 
que impulsiona
a vela do pensamento,
que traz a chuva
e leva o tempo...
Vento que move moinhos,
e encoraja as marés...
Vento que inspira
 e mantém aceso o fogo, 
Vento que motiva
o desejo irracional de 
ser livre,
 Irrestrita...
~ Voar, verbo intransitivo ~"

Reflexões sobre Ser e Estar...
(Verônica Pacheco)


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Pensações...





O mundo precisa de mais humanidade,
menos intolerância.
Mais respeito,
menos ganância.
Esperança...

Sabe...
Sei que sou imperfeita...
Peço sempre perdão à Deus pelas minhas falhas que não são poucas.
Penso que errar, principalmente com o próximo,
nunca é bom, nem por exageros, muito menos por omissão...
Passos errados servem para que andemos mais firmes e atentos,
mas nunca saímos ilesos, as marcas dos atritos ficam,
e as feridas mesmo cicatrizadas às vezes doem...
Estando em desvantagem de razão, seremos cobrados sempre...
O perdão humano nem sempre é autêntico.
Vem pela fala mas não é edificado no coração.
Em tudo há que se buscar uma medida...
Equilíbrio.
Tenho em meus conceitos, que são meus, portanto passíveis de discordância,
que toda a forma de descaso é condenável...
e todo fanatismo também!
Mas...
Cada um com as suas verdades!
(Não é assim que se justificam as teorias do mundo?)
É, porque de teorias, os livros estão cheios...
E as pessoas, vazias de boas atitudes e de humanidade!
Tenho buscado aprender, ponderar sobre as coisas em silêncio,
outras vezes aos prantos,
avaliar fatos, atribuir possibilidades,
ser melhor...
A dor do erro ensina,
mas a alegria do acerto promove.
E é tão difícil ser paciente
A parcimônia é virtude de poucos...
Muitas vezes é preciso ter muito discernimento
para separar o que é certo do que é bom...
É perturbador assistir às pequenices dos seres que se dizem humanos,
difícil não se chocar com tamanha ignorância...
A ganância tem devorado impiedosamente os reais valores da vida...
as pessoas são usadas,
as coisas são priorizadas.
O individualismo corrompe a união...
Os interesses divergem do bom senso...
O sentimento não comove...
O sarcasmo predomina ante à razão.
Perdeu-se o hábito de pensar antes de falar...
de agradecer, mais do que pedir...
De se colocar no lugar do outro antes de condenar.
(e isso tudo é tão simples)
Respeito perdeu o sentido...
Carinho é taxado de esquisitice...
Abuso de poder é tido como algo normal.
Andamos às cegas,
movidos pelas opiniões e doutrinas alheias,
Sem querer ter o trabalho de tomar nossas próprias decisões, de pensar,
optamos por seguir esse ou aquele caminho, é indiferente,
desde que alguém esteja liderando a massa,
para que, na probabilidade do erro,
tenhamos alguém em quem colocar a culpa pelas nossas frustrações...
Para quem não sabe aonde quer chegar,
qualquer caminho serve...
Deixemos de lado o conceito de ter mais,
Quanto mais temos, menos somos...
E ser melhor é essencial!
Nos conformamos com o "mais ou menos" podendo buscar o melhor!
Se não sabes, nem eu sei...
Mas estou numa constante busca pelo saber...
Não pelas teorias, mas pelo entendimento...
Pelas causas que tornam as consequências pertinentes...
Pelo ato que justifique o fato de eu estar aqui!
E tem tantas outras coisas... tantas...
São energias vibrando juntas,
umas com maior vivacidade, outras menos intensas...
A mobilidade das minhas mãos jamais será capaz de acompanhar
a complexidade e o alto fluxo de atividade do meu pensamento...
Assim como a razão que habita o meu consciente
nunca será suficiente para equiparar-se às capacidades do meu coração!

(Coisas Minhas - Verônica Pacheco)