Amigos...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Homeopatia





Vontade de não sei o quê.
Desconforto...
Acidez.
Causas de consequências...
Ausência voraz!
Auto-exame...
Tratamento
Doses homeopáticas
Diluídas em sonhos genéricos...
Bula
Indicações: na alegria e na tristeza...
Sinta menos...
Diminua o ritmo dos sentimentos...
Cautela...
As contra indicações são tantas,
Em síntese...
Ao menor sinal de dúvida
Não vá!
Poupe-se.
Sob exposição contínua,
Use filtro solar.
Tema o desconhecido.
Pare... Nem pense!
Sem vírgula,
Só ponto.
Interações medicamentosas:
Não use com ousadia.
Três pontos
...
Não veja.
Só ouça.
Não fale.
Suspensão...
Na aventura efêmera do tempo,
a amplitude comprime a reação adversa.
E subtraindo a vaidade,
Acontece!
A hora é sempre o agora.
Diante da dor, a verdade.
Na saúde e na doença...
Eu sou do tempo onde bonito
não era parecer correto,
nem ter coerência,
Mas Ser Feliz!

(Verônica Pacheco)

sábado, 7 de julho de 2012

Infinita...




Mais uma sexta
entre tantas sextas,
...Mais um dia, uma semana, um mês.
Meio ano.
...Frio.
Inverno.
Momentos feitos de lembranças,
de saudades de tudo o que não vi.
Quisera que os olhares fossem outros.
Noutros horizontes.
Outras coisas
...Mas ainda não.
Nunca antes do derradeiro momento.
...O olhar será exposto, ainda que obsoleto.
Virá!
Por hora não vejo... mas sinto.
Em noctívagos hábitos,
...Fruição.
Respiro... me inspiro.
A Primavera dos sonhos não tardará à chegar
Me doo às palavras que exalo,
Sou canto.
Sou conto.
Sou pranto,
Alçando voos de contemplação.
Altitudes...  "L'Atitudes"... Longitudes.
Voltas e voltas
...nenhuma em vão.
Em gestos distantes.
Atos que se perdem
em meio à tantos fatos.
Há tantos caminhos,
constantes e inconstantes.
São como as marés no Verão.
Passos...descompassos.
São sete cores, sete dias, sete orações,
...Em cada qual um agradecimento,
Uma marca, uma vontade.
Abraços vindos dos braços de uma criança,
há sorrisos... muitos projetos...
Onde há esboços de carinho
Surgem fragmentos de sonhos.
Ainda que incertos,
Outono...
E o que parecia o fim, era só um recomeço...
Contínua.
...Infinita...

(Verônica Pacheco)

terça-feira, 3 de julho de 2012

Inquietação




Caminhos às cegas...
Noites sem sono nem lua,
Instintos que se postam
ao sol, à luz, ao calor...
Libertos, evaporam,
Resquícios de sentimentos.
A retórica da certeza passa pela abstração do sonho,
E destituída dos artifícios da razão e da consciência
Passa a ser sentida.
Causa justa...
Sem data nem hora marcada,
Sôfrego suspiro de esperanças...
Ante aos abismos de fúrias impostas,
Dispostas à defesa sem culpa.
Inocentes e indolores marcas.
Olhares.
Palavras.
Sintomas.
Verdades.
E quanto ao tempo,
Só vaidade...
Quem sou eu?
Prostrada ao reflexo vão,
Insisto em abrandar 
a imagem em mim já distorcida.
Impeço o passo,
Distorço o fato da lisonjeira vontade.
Invariável... 
Abstrato.
A falta que faz a fala
quando nos falha o olhar...
Corrompe.
Invade.
Fere sem sentir.
Dói sem doer.
Dá, depois toma...
Sente, depois chora...
Olha sem nunca ver.

(VerônicaPacheco)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Semiótica



Partes que partem,
Se repartem...
Caminhos se cruzam
em desencontros premeditados...
Espaços que se esvaem em lembranças,
Caso do acaso.
Esperança...

(Verônica Pacheco)

sábado, 5 de maio de 2012

Faz de Conta...




1,2,3...

Passos ávidos equilibram-se
na aventura do meio-fio...
O coração anda aos saltos
em busca de novos caminhos...
Mais uma vez o rumo se fez,
e desta vez deram-lhe asas!
A possibilidade de ousar...
Poderia com as suas palavras,
muitas outras vidas significar.
Tinha nos olhos muitos ideais,
e nos braços, infindos abraços,
Toda vida queria abraçar!
Acreditava na magia que habita
em cada semente,
No indescritível processo de aprendizado...
Onde se deixa em cada pedacinho de sonho plantado,
um gesto de amor esperando brotar.

Eram tão simples os momentos,
feitos de pequenos detalhes...
A euforia da espera
o contato com o mundo
na biblioteca...
E tantos beijos...
Tantos abraços apertados...
Quantos seriam eles?
Nem sei!
O que sei é que em um só dia
eram tantos carinhos sinceros,
sorrisos de ternura e verdade,
Que algumas pessoas precisariam
de anos para os receber...
Os sentidos vibram, o instinto quer ousar..
A hora do conto é como um canto,
de onde surgem todos os imaginários encantos,
Entonações, ritmos, melodias,
e tudo o que respira quer cantar!
Quando escuta-se uma história contada pela voz do coração
ela sai do livro e dentro da gente vem logo morar!
Ali, quem conta um conto, não aumenta só um ponto,
mas vários pontos de luz que lá no futuro haverão de brilhar...
Como bolhas de sabão soltas ao vento,
a euforia se veste de inquietação,
E cada olhar, cada gesto...
é uma busca constante por mais e mais informação...
Toda a história sempre tem
um pedacinho da história de cada um.
E em cada página, a possibilidade,
de mudar para melhor a vida de alguém.
Significa, enfeita, adapta, ameniza, prepara...
Canta, conta... reconta.
Escuta... Ensaia o passo.

Silencia. Interioriza.
Ah! Como o caminho é belo...
muitas árvores e um jardim.
No meio das flores há borboletas,
também pedras, sinto um cheiro bom
que parece ser de capim.
As luzes que vejo ainda são as mesmas,
e brilham como nunca!
A brisa tem o aroma do colo da avó...
Quem dera voltar no tempo
e poder fazer de conta
que não há na terra
sequer uma criança triste,
E que toda a maldade que existe,
está para acabar...

...98, 99, 100!
Lá vou eu,
Quem não se escondeu é meu!

E lá vai ela de novo à procura de novas rimas,
boas histórias que outros queiram ouvir e  também contar...
A propósito...
Quem quer brincar de inventar?

Era Uma Vez...
ao contrário do que alguns pensam, nunca acaba,
Porque em cada "canto" desse mundo redondo,
há um encanto esperando Fantasiar!

(Verônica Pacheco )

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sentimentos Aleatórios




Do nada
ela estava ali,
e mesmo não sabendo o porquê da permanência,
ficou...
Se haviam razões para ir,
Haviam tantas outras relevantes para ficar...
Do nada
veio a esperança,
que mesmo trazida aos trancos pelo acaso
Fez da presença sentimento contínuo...
E depois de tanto andar em vão
Ancorou... Criou laços...
Significou...
by Verônica Pacheco

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Abstinência










Vazio...

Excesso de nada

Propósito de tudo...

Dentro de mim o grito cala,

Inebriado de anseios

Sussurra... calma!

As sombras comprimem a luz,

O cinza encobre as cores...

E o meu silêncio ecoa as palavras não ditas,

Sentimento ousado...

Poucas falas,

Suspensas no tempo da existência,

Vagam sensações raras...

Sonhos em gotas.

As flores ainda vivem,

Apesar da poeira ainda refletem sonhos no orvalho das horas...

O ponto de referência é sempre a partida,

E o destino... infinito!

O vácuo deixado pela transparência da tua essência,

Presente nos dias pálidos de inspiração ausente...

Doses de Abstinência.





Às cores e flores do mundo
by Verônica Pacheco

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Nude



No contexto do tempo
as horas passam,
Nas nossas mãos,
A inenarrável...
Improvável mudança.
Alheio ao nosso controle,
Tudo corre para o caos.
Dias Iguais...
E diferentes,
Estranhos,
Fotos... Fatos...
Conspiração,
Amplitude.
Extremadas opiniões,
Tudo ou nada...
Insatisfação!
Diante das causas... as consequências,
Observação.
E a intolerância,
a impaciência...
O desafeto...
A maldade mascarada de virtude,
Incoerência...
Inconsequência...
Repulsa,
Revolta...
Ato falho,
Reação...
Nude,
o tom mais usado...
Também o mais polêmico...
Do ponto que se olha,
Distorção.
Condição: Em análise...
Neutra.
Sobre o que se vê de tudo.
O que se passa ao nosso redor...
By Verônica Pacheco
em Pensações

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sol


Quando me irradias
A noite vira dia,
 as trevas ficam arredias...
tudo se transforma... é magia
Vai tristeza, vem alegria!
Sol que me esquenta
Rubro por fora, queima por dentro
Fogo que não se apaga
Torno-me dependente
Cada vez mais carente
do teu calor, do teu fulgor!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ressonância



[...]
Avessa aos sentimentos
simples e incondicionais
que harmonizam a existência
digna de Paz
habita ela,
a algoz injustiça...
Transbordando maldade
às palavras e atitudes de quem não mede consequências...
respingando fel à sombra de quem se mantém alheio,
por vezes, isolado sob senha por detrás das portas ocas
e grades já enferrujadas pela ação do tempo voraz,
Na ausência sente-se suspensa  a presença,
e na falta que faz a sensibilidade
ao desequilíbrio da questão...
Fato lastimável,
Violência infundada
baseada em teses imaginárias,
promessas vãs,
endividamento sem causa...
Comprometimento... caos interno,
Sufoca o grito de justiça não feita,
indignidade ingrata...
Das mãos sujas de sonhos esmagados à força bruta
escorrem ofensas desmedidas
à vida,
que em meio às rochas ainda quentes
das lavas expelidas da garganta irritada de palavras ásperas,
ainda insiste em brotar ramos de verde esperança...
É chegado o momento da poda,
do basta...
de calar a leviandade
a calúnia,
a difamação...
De fazer valer o respeito
ao próximo, e principalmente a si mesmo...
Vergonha... à quem a tem...
O conjunto de estruturas que compõe a base...
Dignidade! Ainda que tardia...
Pois o que há de se ganhar
sendo cólera,
como ferrugem na carcaça crua e fria
do ser estático,
Inebriante vapor de veneno,
doença que corrói a alma,
condenável,
displicente,
Causa provável
da inconsequência muda das atitudes
loucas e inquietas
em que se está só por estar...
Magnetismo convertido em repulsa,
Egocentrismo nato de oásis à espreita da miragem
aos olhos de quem a quer assim imaginar...
se tens em ti predominante a aridez do deserto,
não tenhas a pretensão de ver nascer flores,
só o que vinga no solo seco é o espinho
ardido da enfadonha maldade,
Ponto que se tem no caminho tudo o que se busca
e nem sempre o que se busca é o que se quer...
Certezas... Incertezas,
Plantios e colheitas...
A mesma mão que afaga e protege também pode
inescrupulosamente destruir...
Não se pode esperar
que artefatos comprados à custa de ilusões mal sucedidas
sejam dignos de boas experiências
e lembranças sóbrias de dias mal vividos...
Repulsa...
à quem sangue tiver nas veias,
Reflexão...
Sem mais,
O pulso ainda pulsa [...]

Para Crítica à Antologia de Fatos e Atos...