Amigos...

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Luiza...




Com quantos sorrisos 
se faz uma boa lembrança?
Que me lembre
foram tantos...
O primeiro, tão inocente,
e outros quantos que ainda ouço ecoar
pela casa, muitas vezes silenciosa
Vazia das tuas brincadeiras de criança,
das tuas manhas
das tuas artes e descobertas.
Através dos teus olhos tão coloridos e transparentes,
assim como a tua personalidade,
desde sempre forte,
Aprendi a ver um mundo em outros tons.
Os dias passam tão inquietos
quanto as palavras que voam
para cá e para lá
remexendo um turbilhão de lembranças.
Tudo é tão passageiro
assim como somos nós nessa vida,
Hoje é tudo diferente...
Os teus silêncios adolescentes
muitas vezes tão barulhentos
dentro do teu mundo de outro mundo,
nos livros, nos amigos, nas tarefas de escola
nas músicas,
ou até numa "sessão reclamação",
Me fazem perceber o quanto o tempo passou.
Tudo o que és hoje
é resultado do que aprendeste vivendo,
nós, os acertos, as tentativas falhas,
alegrias e lutas,
a família, os amigos...
A vida imprimiu em ti
um pouco de tudo,
e dia a dia, acrescentando mais experiências
Me orgulho de ver que te tornaste uma pessoa do bem,
Não perfeita, 
pois além de não existirem pessoas perfeitas,
são principalmente as falhas que moldam 
o nosso aprendizado e caráter.
Filha,
Quero que saibas
que todas as vezes que te cobrei que tenhas mais compromisso,
a principal intenção é que sejas melhor para ti mesma,
 para o mundo e as pessoas que contigo convivem.
Para que possas melhor empreender os teus projetos, 
estruturando a tua vida sobre bases sólidas,
Onde te sentirás segura para
realizar teus sonhos.
E lembre sempre...
Sonhe, sonhe tanto quanto puder,
vá em busca de tudo o que desejar,
mas nunca esqueça de manter os pés no chão
e o coração leve, 
livre de maldade.
Estarei sempre por perto.
Te Amo!


Para Minha Filha Luiza,
pela passagem dos seus 15 Anos.
<3

terça-feira, 1 de abril de 2014

Lua Nova




Vida,
teoria indefinível...
Proporção sem medidas,
razão sem matéria.
Poeira de sonhos,
Evolução.
Um tanto de tempo no espaço,
pausas e silêncios,
pesca de estrelas,
Inspiração...
Causas e consequências
do que somos
no que sentimos
e de como escolhemos sentir...
Os sorrisos, os olhares,
nos braços os abraços,
Apenas momentos...
Propósito
nas dores e alegrias,
de encontros ao acaso
e encantos programáveis.
Busca,
calmaria e turbilhão.
Síntese do tempo que passamos
tentando preencher os espaços
que o tempo deixou
passar despercebido...
Meio dia, meia noite,
 volta inteira...
Lua Nova!
Fecha-se um ciclo,
Rotação.
E hoje é novamente primeiro,
o primeiro dia
do resto das nossas vidas...
Tudo,
sempre tanto!
Eis o que somos...
Luzes em meio à multidão.

Com Carinho
Para o Meu Querido Tio José Acosta, 
Articulador de Palavras... 
Pela passagem do seu aniversário.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Intransitivo



"Algum dia ainda 
hei de extravasar-me
sobre um punhado
de páginas em branco,
E tão logo escritas 
em riscos, rabiscos e cores,
jogá-las para o alto...
Deixar que se desalinhem,
que se espalhem,
e que cada página
 seja uma possibilidade
independente...
uma nova criação,
Quero a sensação
de ter as palavras libertas,
dispostas ao vento...
O mesmo vento 
que impulsiona
a vela do pensamento,
que traz a chuva
e leva o tempo...
Vento que move moinhos,
e encoraja as marés...
Vento que inspira
 e mantém aceso o fogo, 
Vento que motiva
o desejo irracional de 
ser livre,
 Irrestrita...
~ Voar, verbo intransitivo ~"

Reflexões sobre Ser e Estar...
(Verônica Pacheco)


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Pensações...





O mundo precisa de mais humanidade,
menos intolerância.
Mais respeito,
menos ganância.
Esperança...

Sabe...
Sei que sou imperfeita...
Peço sempre perdão à Deus pelas minhas falhas que não são poucas.
Penso que errar, principalmente com o próximo,
nunca é bom, nem por exageros, muito menos por omissão...
Passos errados servem para que andemos mais firmes e atentos,
mas nunca saímos ilesos, as marcas dos atritos ficam,
e as feridas mesmo cicatrizadas às vezes doem...
Estando em desvantagem de razão, seremos cobrados sempre...
O perdão humano nem sempre é autêntico.
Vem pela fala mas não é edificado no coração.
Em tudo há que se buscar uma medida...
Equilíbrio.
Tenho em meus conceitos, que são meus, portanto passíveis de discordância,
que toda a forma de descaso é condenável...
e todo fanatismo também!
Mas...
Cada um com as suas verdades!
(Não é assim que se justificam as teorias do mundo?)
É, porque de teorias, os livros estão cheios...
E as pessoas, vazias de boas atitudes e de humanidade!
Tenho buscado aprender, ponderar sobre as coisas em silêncio,
outras vezes aos prantos,
avaliar fatos, atribuir possibilidades,
ser melhor...
A dor do erro ensina,
mas a alegria do acerto promove.
E é tão difícil ser paciente
A parcimônia é virtude de poucos...
Muitas vezes é preciso ter muito discernimento
para separar o que é certo do que é bom...
É perturbador assistir às pequenices dos seres que se dizem humanos,
difícil não se chocar com tamanha ignorância...
A ganância tem devorado impiedosamente os reais valores da vida...
as pessoas são usadas,
as coisas são priorizadas.
O individualismo corrompe a união...
Os interesses divergem do bom senso...
O sentimento não comove...
O sarcasmo predomina ante à razão.
Perdeu-se o hábito de pensar antes de falar...
de agradecer, mais do que pedir...
De se colocar no lugar do outro antes de condenar.
(e isso tudo é tão simples)
Respeito perdeu o sentido...
Carinho é taxado de esquisitice...
Abuso de poder é tido como algo normal.
Andamos às cegas,
movidos pelas opiniões e doutrinas alheias,
Sem querer ter o trabalho de tomar nossas próprias decisões, de pensar,
optamos por seguir esse ou aquele caminho, é indiferente,
desde que alguém esteja liderando a massa,
para que, na probabilidade do erro,
tenhamos alguém em quem colocar a culpa pelas nossas frustrações...
Para quem não sabe aonde quer chegar,
qualquer caminho serve...
Deixemos de lado o conceito de ter mais,
Quanto mais temos, menos somos...
E ser melhor é essencial!
Nos conformamos com o "mais ou menos" podendo buscar o melhor!
Se não sabes, nem eu sei...
Mas estou numa constante busca pelo saber...
Não pelas teorias, mas pelo entendimento...
Pelas causas que tornam as consequências pertinentes...
Pelo ato que justifique o fato de eu estar aqui!
E tem tantas outras coisas... tantas...
São energias vibrando juntas,
umas com maior vivacidade, outras menos intensas...
A mobilidade das minhas mãos jamais será capaz de acompanhar
a complexidade e o alto fluxo de atividade do meu pensamento...
Assim como a razão que habita o meu consciente
nunca será suficiente para equiparar-se às capacidades do meu coração!

(Coisas Minhas - Verônica Pacheco)

domingo, 21 de outubro de 2012

Sem Sentido...



Contrariedade,
Dia sem ânimo...
Caso do acaso, distração...
Ar rarefeito, clima de vácuo,
Cem passos soltos,
Saltos, sobressaltos...
nenhuma direção.
Procura às cegas,
Um fato, um ato...
redenção.
Em busca de movimento,
Sopro com força...
do nada, uma razão,
Sopra o vento,
Sempre-viva... a Vida,
Com longos ramos e rimas,
acorda a inspiração...
Move as folhas das árvores,
as asas do sonho...
Faz brotar do solo seco,
toda a fé que cabe ao coração.
Alívio... suspiro...
Transformação...
Vem chuva! Apaga a poeira da maldade,
deixa viver a esperança...
Abaixo a negatividade!
Transforma a forma em ato
faz da calmaria um embalo,
e dança... canta e causa...
Tudo o que se tem agora
é o momento,
De todas as tristezas,
apenas um sorriso.
E logo surgem todas as notas...
Acordes de uma canção.

(Verônica Pacheco)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Retórica




Caminhos se fazem aos passos,
com os pés descalços,
Coração nas mãos...
Às voltas com os sonhos
de dias melhores,
Olhos fechados, 
Visão...
Superlativo da razão,
Sujeito... Predicado.
Agente do ato,
Na retórica da vida,
Mutação...
Condição favorável,
Na espera,
Com(fusão).
Positivo!
Definição...
Uma certeza.
Tudo mudou...
Propósito divino?
Indefinido,
Revolução.
A vida se expande,
Comprimindo mil sonhos em um só...
E depois de tantos passos,
correndo, aos saltos,
Calmaria...
"Serenidão"...
Logo mais andará por aí,
Mais um pedaço do meu coração...
E eu, 
Cais... 
Aqui, à espreita das novas sensações...
Desses novos dias que virão!

Verônica Pacheco

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Homeopatia





Vontade de não sei o quê.
Desconforto...
Acidez.
Causas de consequências...
Ausência voraz!
Auto-exame...
Tratamento
Doses homeopáticas
Diluídas em sonhos genéricos...
Bula
Indicações: na alegria e na tristeza...
Sinta menos...
Diminua o ritmo dos sentimentos...
Cautela...
As contra indicações são tantas,
Em síntese...
Ao menor sinal de dúvida
Não vá!
Poupe-se.
Sob exposição contínua,
Use filtro solar.
Tema o desconhecido.
Pare... Nem pense!
Sem vírgula,
Só ponto.
Interações medicamentosas:
Não use com ousadia.
Três pontos
...
Não veja.
Só ouça.
Não fale.
Suspensão...
Na aventura efêmera do tempo,
a amplitude comprime a reação adversa.
E subtraindo a vaidade,
Acontece!
A hora é sempre o agora.
Diante da dor, a verdade.
Na saúde e na doença...
Eu sou do tempo onde bonito
não era parecer correto,
nem ter coerência,
Mas Ser Feliz!

(Verônica Pacheco)

sábado, 7 de julho de 2012

Infinita...




Mais uma sexta
entre tantas sextas,
...Mais um dia, uma semana, um mês.
Meio ano.
...Frio.
Inverno.
Momentos feitos de lembranças,
de saudades de tudo o que não vi.
Quisera que os olhares fossem outros.
Noutros horizontes.
Outras coisas
...Mas ainda não.
Nunca antes do derradeiro momento.
...O olhar será exposto, ainda que obsoleto.
Virá!
Por hora não vejo... mas sinto.
Em noctívagos hábitos,
...Fruição.
Respiro... me inspiro.
A Primavera dos sonhos não tardará à chegar
Me doo às palavras que exalo,
Sou canto.
Sou conto.
Sou pranto,
Alçando voos de contemplação.
Altitudes...  "L'Atitudes"... Longitudes.
Voltas e voltas
...nenhuma em vão.
Em gestos distantes.
Atos que se perdem
em meio à tantos fatos.
Há tantos caminhos,
constantes e inconstantes.
São como as marés no Verão.
Passos...descompassos.
São sete cores, sete dias, sete orações,
...Em cada qual um agradecimento,
Uma marca, uma vontade.
Abraços vindos dos braços de uma criança,
há sorrisos... muitos projetos...
Onde há esboços de carinho
Surgem fragmentos de sonhos.
Ainda que incertos,
Outono...
E o que parecia o fim, era só um recomeço...
Contínua.
...Infinita...

(Verônica Pacheco)

terça-feira, 3 de julho de 2012

Inquietação




Caminhos às cegas...
Noites sem sono nem lua,
Instintos que se postam
ao sol, à luz, ao calor...
Libertos, evaporam,
Resquícios de sentimentos.
A retórica da certeza passa pela abstração do sonho,
E destituída dos artifícios da razão e da consciência
Passa a ser sentida.
Causa justa...
Sem data nem hora marcada,
Sôfrego suspiro de esperanças...
Ante aos abismos de fúrias impostas,
Dispostas à defesa sem culpa.
Inocentes e indolores marcas.
Olhares.
Palavras.
Sintomas.
Verdades.
E quanto ao tempo,
Só vaidade...
Quem sou eu?
Prostrada ao reflexo vão,
Insisto em abrandar 
a imagem em mim já distorcida.
Impeço o passo,
Distorço o fato da lisonjeira vontade.
Invariável... 
Abstrato.
A falta que faz a fala
quando nos falha o olhar...
Corrompe.
Invade.
Fere sem sentir.
Dói sem doer.
Dá, depois toma...
Sente, depois chora...
Olha sem nunca ver.

(VerônicaPacheco)