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terça-feira, 26 de julho de 2011

Controverso

Buscando Sonhos...

Eu e a vida...

Com os pensamentos soltos no ar
contemplo algumas passagens da vida,
Divagando momentos
vejo quão grande é a necessidade em se sonhar,
Sonhando têm-se sempre um caminho,
um norte, a esperança de chegar…
Quem não sonha, não vive de verdade,
Se não sabe que pode,
Nem sequer pensa em tentar…
Não importa há quanto tempo esteja buscando um ideal,
Nunca é tarde para alcançá-lo…
De sonhar não se cansa,
já são tantos os ideais…
Desde que, descobertas as asas,
nada as impede de voar…
Tendo todas as vontades direcionadas,
E muitas possibilidades de acertar,
que diferença fará quantas serão as dificuldades?
O que vale é arriscar…
De que matéria são feitos os seus sonhos?
Os meus posso dizer que são resultados
da minha quase insana necessidade de ter sempre algo a realizar!
[Verônica Pacheco]

Intempéries...


A insensatez de minh’alma inquieta meu ser,
e repleta de questionamentos me lanço,
como um barco sem velas, ao mar,
à procura de um cais só encontro o infinito…
Não hei de afogar-me em mágoas então,
O ar rarefeito me faz respirar devagar…
As tempestades que habitam meu âmago me levam e trazem,
Ao mesmo vento que voo, volto…
Há um universo amplo bem aqui, no meu peito,
hei de encontrar-me nesse lugar…
E frente à frente comigo, não necessito palavras,
A essência do meu eu imutável é desde sempre a mesma,
A verdade, eu sinto…
Nada mudou em mim…
Alheia às intempéries do caminho,
e as influências externas,
Sou absolutamente eu mesma,
Demasiado humana…
Insaciável de sonhos e esperanças,
Extremamente Sentimental…!
[Verônica Pacheco]

Marcas

Hoje o dia acordou mais vivo…
Vejo raios de sol adentrando a minha janela,
Ouço pássaros cantarolando…
Uma melodia está no ar,
Embora ainda tímido e temporário…
O calor vai vencendo, 
E aquecendo o que a noite gelou…
Vão-se desfazendo as marcas sólidas impressas pelo frio intenso…
A vida segue o seu curso…
As horas passam, 
E a noite há de voltar.



Ausências

Publicado em  por Verônica


A ausência de calor entorpece os meus sentidos,
Enrijecendo os meus desejos mais profundos…
A luz do sol é o que ainda mantém o meu corpo aquecido,
Mas com o passar do tempo vai-se indo, junto com a esperança efêmera das horas…
É o silêncio da noite, o que acalenta a minha alma,
O que inspira a minha sede de ser… de estar viva!
[Verônica Pacheco]