Gosto da liberdade que o cair da tarde traz consigo,
plena de sonhos,
possibilidades de realizações,
Preciso escrever!
Às páginas do meu pensamento, me lanço...
me perco e me identifico...
Inspirações fluem dispersas,
sentimentos livres de paradigmas e aparências...
Olhos fechados, no escuro do meu ser,
iluminado apenas pela luz da minha alma,
sinto o mundo imerso em mim...
Despida da necessidade humana de ser restrita,
sou simplesmente eu mesma.
Na noite,
posso ser tanto e quanto anormal julgar-me capaz,
Se é prá ser, vou logo querer voar...
quero viver tudo,
Só existir não vai me bastar.
Eu sou assim, inconsequente...
preciso me apaixonar por tudo,
todos os dias... o tempo todo...
Não censure o meu modo de sentir,
se não posso ser eu mesma,
o que faço aqui em mim?
Me solte...
Deixe-me evoluir!
Não desejo poupar-me...
quero as experiências indeléveis da vida...
De todos os sentimentos,
aquele sem nome...
Posso sonhar!
Abandonar-me-ei aos campos do livre pensamento,
para ao sabor do vento,
ir e vir no espaço/tempo da minha existência...
Divagar...
Essas pensações liquidificam minh'alma,
me deixando inebriada das minhas próprias ânsias...
Não me cabem definições,
no contexto geral, são apenas conveniências,
contenção.
Não queira privar-me,
sou exatamente essência...
Insensatez!
Minha existência lisonjeira
me cobra algo mais do que conceitos e teorias prontas,
Busco sensações...
e a minha vontade não tem razão
muitas vezes, nem rima...
Só versos dispersos... funções desconectas de sonho,
à flor da pele... coração...
Fim da noite, vai amanhecer...
O calor e a luminosidade do sol
fazem despontar em mim energias reticentes,
arrepios, infinitas inspirações...
misturadas, contidas e extravasadas.
Instinto avassalador!
...Viver é algo imensurável...
by Verônica Pacheco
Amigos...
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Instinto
terça-feira, 26 de julho de 2011
Revolução
Alvo fácil… sentimental, subconsciente.Ilustre, mártir.Território subversivo…Insólito coração.Ali onde habitam os tesourosachados preciosos de inefável valor,A adversária… proeminente entre os sentidosSalienta-se, faz-se ouvir,Circunspecta razão…via constante de possíveis acertose sucintas decisões.Na adversidade,Cada um não é um, é meio…e solitário desvirtua-se de si.Nada ganha quem tudo perde…Sentimentalmente afetada, contemplo a impressão a esvair-se,argumentos da dúvida, real situaçãoAinda e sempre impera a vontade,mas esta mesma regida pela emoção.Na razão também pode-se desnortearJusto que nenhum diagnóstico é unânime,a dor também é exímia ao ensinar.Revolução de titãs, batalhas internas,Todavia, em todas as vias…diante das resistências impostasVencida… Contrariada…lânguida, renuncia a guerreira.Entrega os pontos,Contraponto que a voz sabe cantar…Eu lírico, consciência íntima,Revolução dentro de mim,Quem vence? Quem perde?Ninguém!Destreza do bom-senso pelo qual se encontra o óbvio…O infinito, aos cântaros transborda emoção,E o que deveras permanece é o amor que ali habita,o senhor da terra, transgressor das regras…Despindo-se da indumentária de dúvidasvolta-se ao espelho e contempla-se novamente completa!Duas partes em uma…À revelia, o amor!
[Verônica Pacheco]
Publicado em 22/07/2011 por Verônica
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